Podemos ver a expansão da Agilidade como um movimento que compreende três ondas. Cada onda representa uma fase de desenvolvimento. A estabilização de cada onda começa quando as pessoas começam a se organizar em torno de práticas inovadoras para resolver um problema e à medida que cresce, em magnitude, uma comunidade distinta de prática começa a emergir. Então a comunidade emergente procura obter respostas, assimilar diferenças e quando converge opiniões e estabiliza as práticas com consenso sobre como usá-las para conseguirem bons resultados, a onda está completa. Uma nova onda começa e o ciclo é repetido quando a comunidade de prática volta sua atenção para um novo problema. A figura 1 traz uma ilustração das três ondas do movimento Ágil.

Figura 1 – Três ondas da Agilidade

A primeira onda: Equipes Ágeis

A primeira onda surgiu com a criação do Manifesto de Desenvolviemnto de Software Ágil. O objetivo da primeira onda foi o de formar pequenas equipes Ágeis para produzir software da melhor forma. Houve um consenso geral de que usar corretamente práticas como Scrum e Extreme Programming para estabelecer uma equipe eficaz de entrega de software.
A introdução da certificação Agile PMI ACP em 2012 demonstra um acordo na comunidade global, pois quando o PMI institucionaliza um conjunto de práticas, elas já foram amplamente aceitas pela comunidade global de gerenciamento de projetos.
Dois domínios de trabalho estão dentro do escopo da primeira onda: desenvolvimento de software e gerenciamento de projetos, que correspondem respectivamente às práticas dominantes de Equipes Ágeis.

A segunda onda: Ágil em Escala

O objetivo da segunda onda é integrar e coordenar o trabalho em um ambiente institucional, já que foi criado inicialmente para funcionar com poucas pessoas. A segunda onda começa em torno de 2007, ano em que Ken Schwaber, um dos criadores do Scrum, publicou o livro “The Enterprise and Scrum”. Em 2008, Larman e Vodde publicou “Scaling Lean and Agile Development”. Em 2011 foi criado o Scaled Agile Framework (SAFe) por Dean Leffingwell, com um conjunto de “Melhores Práticas” para escalar o Ágil.
À medida que as organizações perseguem Transformações ágeis, o âmbito da iniciativa tende a aumentar ao longo do tempo para incluírem mais e mais o fluxo de valor. Assim foram incorporados novos domínios de trabalho que incluem negócios, gerenciamento de produtos e operações, conforme Figura 2.

Figura 2 – Organização mais ampla

Terceira onda: Agilidade nos Negócios (Business Agility)

O objetivo da terceira onda é transformar como lideramos e gerenciamos organizações mudando para uma mentalidade Ágil, promovendo uma cultura de aprendizado e adoção por toda organização. À medida que mudamos nossa atenção à gerência geral e liderança, o conhecimento se amplia para incluir todos os domínios do conhecimento de toda organização.
Jurgen Appelo’s Management 3.0, publicado em 2010, discute como o papel da gerência precisa mudar para apoiar o necessidades emergentes de equipes ágeis capacitadas. O Management 3.0 veio com o Ágil em escala, mas também pode ser visto como um passo no sentido de agilidade nos negócios, pois é focado exclusivamente no domínio da gestão, que caiu amplamente fora do Ágil no âmbito da escala.
O livro Lean Startup Eric Ries, apesar de ter sido escrito no contexto de desenvolvimento de software, teve um impacto maior fora do Ágil, gerando um movimento próprio, que atraiu grandes organizações, a principal, notavelmente foi a General Eletrics (GE). A Publicação de 2013 “Por que a startup enxuta muda tudo” nos negócios de Harvard revisado por Steven Blank, mostra que os princípios do Lean Startup (essencialmente ágeis) devem mudar amplamente os negócios e práticas de gestão.

Referência:

Artigo Third Wave of Agile, By Charlie Rudd, publicado em https://www.mckinsey.com/business-functions/organization/our-insights/enterprise-agility-buzz-or-business-impact#

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